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Levantamento indica: ações de enfrentamento não reduzem roubos na Cracolândia

Segunda, 07 de agosto de 2017.

ABr/EBCOs problemas causados pela circulação de crack estão longe de ter um fim nos Municípios brasileiros. Mesmo com ações de enfrentamento, uma das maiores aglomerações de dependentes químicos do Brasil, a chamada Cracolândia, em São Paulo, tem registrado aumento de ocorrências criminais. Dentre elas: arrastões, roubos e furtos.

De acordo com levantamento do Estadão, o número de roubos registrados na região da Cracolândia quase triplicou após as operações da Polícia Militar, que tiveram início no dia 21 de maio. Entre maio e junho, foram mais de 200 boletins de ocorrência na região – obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Deles 38 são de roubo. Mas, o índice pode estar subnotificados, uma vez que parte das vítimas não registra queixas.

Além de lojas depredadas e comerciantes roubados, uma unidade de ensino de música sofreu um arrastão e teve os instrumentos musicais roubados. Delitos que impactam diretamente na economia local. Em nota, a Prefeitura de São Paulo estima que o atual número de usuários de drogas na região varia entre 500 e 600 pessoas.

Ações
Segundo dados da Prefeitura, equipes de assistência social fizeram 111.085 abordagens de rua e os profissionais de saúde já realizaram mais de 18,4 mil atendimentos. De 21 de maio a 31 de julho, 313 pessoas foram presas ou apreendidas por envolvimento com tráfico na área. As polícias também apreenderam 287 quilos de entorpecentes, simulacros, facas, balanças de precisão e R$ 119 mil em dinheiro.

Por meio de estudos e do Observatório do Crack, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) tem alertado para a expansão da droga pelo país e para os problemas decorrentes disso. O estudo da entidade A relação entre a Taxa de Homicídios por Arma de Fogo e o uso de crack nos Municípios aponta para o reflexo da epidemia do crack na saúde, na educação e na segurança, além dos demais setores da sociedade. Dentre os casos mais citados pelos Municípios estão o aumento de furtos, o alto nível de violência, e a falta de efetivo policial.

Agência CNM, com informações do Estadão