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Encontro da ONU discute políticas globais de controle de entorpecentes

Segunda, 19 de março de 2018.

901551 usuarios crack avenida brasil rj 0694As políticas globais de controle de entorpecentes foram debatidas durante a 61ª sessão da Comissão de Entorpecentes (CND) realizada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UnoDC) em Viena, na Áustria. O Brasil apresentou no encontro o seu posicionamento referente à Política Nacional de Drogas.

A delegação brasileira foi representada pelo secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Humberto Vianna. Segundo ele, o evento foi uma oportunidade para fixar o entendimento do país sobre o assunto, sobretudo pelo papel relevante que temos no continente. O UNODC apoia os países a desenvolver respostas ao uso problemático de drogas, por meio da implementação de ações de prevenção e da oferta de uma rede de serviços integrada de atenção e assistência, no respeito aos direitos humanos e em padrões éticos.

Entre os resultados do relatório final da reunião, podem ser destacados o aumento no cultivo e no consumo de entorpecentes. Segundo o documento, a estimativa é de que 158 milhões a 350 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos teriam usado drogas ilícitas pelo menos uma vez no ano de 2015. Dados divulgados nos relatórios das 59ª e 60ª reuniões da CND identificaram que esse número foi de 157 milhões a 337 milhões em 2014 e 162 a 329 milhões em 2013.

Outras drogas

O relatório aponta também aumento em 2016 do cultivo da papoula (da qual é extraído o ópio e seus derivados). Esse crescimento atingiu níveis recorde no Afeganistão em 2017. Já o plantio da coca permanece concentrado na Colômbia, no Peru e na Bolívia. Os relatórios anteriores apontavam aumento da área total de cultivo nesses países.

Nesse contexto, os novos relatórios registram crescimento de 36% de 2015 para 2016, principalmente na Colômbia. Ainda foi identificado aumento significativo nas apreensões de estimulantes do tipo anfetaminas e metanfetaminas na última década. Confira a íntegra dos novos relatórios dos UNODC.

Com informações do Ministério da Justiça e UNODC