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Governador do MS questiona controle de fronteiras no Brasil

Sexta, 11 de maio de 2018.

13022017 fronteira ag. brasilO governador do Mato Grosso do Sul (MS), Reinaldo Azambuja, insiste em diálogo com Ministério da Justiça (MJ) para efetiva ação de controle das fronteiras brasileiras. O Estado faz limite com o Paraguai e a Bolívia e é rota de tráfico de drogas e de armas, o que contribui para a disseminação de crimes em todo território nacional.

De acordo com o governador, a tentativa de construir alternativas com os representantes do MJ é antiga, sendo esta a quinta ocasião em que se cobra da União mais atenção às áreas de fronteira. “As fronteiras estão abertas. Nunca vi um País que não cuida das suas fronteiras”, critica. Após a reforma ministerial, o tema deverá ser abordado com o atual ministro da Segurança Pública, Raul Jungann.

Ações governamentais
O representante do MS enfatiza que o cenário atual é de guerra, embora o Exército alegue que sua atribuição é a segurança nacional. Para ele, o que acontece no Rio de Janeiro é consequência do que ocorre nas fronteiras.

O Estado é signatário do Consórcio Brasil Central, que cobra da União apoio para os Estados enfrentarem a criminalidade, e move ação contra a mesma no Supremo Tribunal Federal (STF) para cobrar o ressarcimento de R$ 616,5 milhões gastos com presos federais nos últimos cinco anos. A manutenção seria de competência do governo federal.

Dinâmica das drogas
Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) em 2016 considerou que uma das formas de auxiliar no combate às atividades ilícitas nas regiões de fronteira é o esforço conjunto entre os países da América do sul. A geração de oportunidades de negócios de menor porte e o fomento ao empreendedorismo são ações que podem fortalecer a esfera do mercado formal, principalmente em regiões de maior densidade populacional.

Ainda assim a entidade reforça que Estado e União têm grande importância na garantia de seguridade entre as áreas fronteiriças, a fim de proteger esses territórios dos prejuízos que o aumento do tráfico de armas e drogas representa em diversas áreas do setor público.

Com informações da Campo Grande News