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Com base nos dados da CNM, UOL afirma: 86% dos Municípios enfrentam problemas com o crack

Terça, 13 de novembro de 2018.

Portal OUL“Pequenos Municípios do país começam a viver o processo chamado de interiorização do crack. A droga é distribuída a partir das capitais e causa uma série de impactos sociais em locais com menos recursos”. A afirmação é da matéria Crack causa problemas em 86% dos Municípios e leva violência ao interior do Brasil do portal UOL, publicada na sexta-feira, 9 de novembro. O texto menciona levantamento do Observatório do Crack, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que mostra essa realidade.

A reportagem destaca os seguintes dados da CNM: 4.813 dos 5.568 Municípios relataram ter registrado problemas ligados ao crack. Em mais de 20% deles, o nível de gravidade desses problemas é classificado como alto. O portal visitou o distrito considerado mais problemático, Luziápolis, em Campo Alegre (AL), em relação ao consumo de crack. Lá a violência tem se tornado rotina, e muitos moradores estão com suas casas à venda.

Em Luziápolis, a droga chega às segundas e às quintas-feiras, vinda da cidade vizinha, São Miguel dos Campos — ponto central de distribuição do crack para a região. A caso, inclusive, de usuários cobrando pedágio em uma passarela que ajuda a travessia da BR-101 para distrito. “Os usuários de crack faziam bloqueios e cobravam um pedágio entre R$ 2 e R$ 5 de quem quisesse passar”, informa a matéria.

Dados
A consultora do Observatório do Crack da CNM, Mariana Boff Barreto, concedeu entrevista à reportagem. Ela confirmou o cenário mostrado pelo primeiro estudo da entidade, divulgado em 2010. “O problema se espalhou rapidamente pelas pequenas cidades do país, que têm dificuldade de enfrentar as consequências do tráfico e do consumo da droga”. “O crack é uma droga de alto poder ofensivo e um combustível para vários tipos de violência”, disse.

Portal UOL“Nessas cidades, cresceu muito o número de furtos, roubo, latrocínios, crimes também contra o próprio dependente, ou seja, vários tipos de violência correlacionada”, destacou a representante da CNM. Ela acrescenta ainda que, “embora a base para o crack não seja produzida no Brasil, praticamente todas as outras etapas do processo que envolve a droga são realizadas no país”. As afirmações feitas por Marina são mostradas em diversos estudos da CNM, divulgados nos últimos anos.

Fronteira
“Há lacunas em todas áreas, como pouca fiscalização na fronteira”, avalia. “A gente faz fronteira com os maiores produtores de cocaína e maconha do mundo. Além disso, dentro dos municípios, tem o problema para trabalhar com o dependente e com o familiar”, disse.

Da Agência CNM de Notícias, com informações do UOL
Foto: Portal UOL