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Com 45 Municípios de fronteira, MS intensifica ações e apreensão de drogas cresce 30%

Segunda, 24 de junho de 2019.

DivulgaçãoDurante a abertura da XXI Semana Nacional sobre Drogas — e também da IV Semana Estadual e da II Semana Municipal sobre Drogas — em Campo Grande (MS), em 17 de junho, o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, apresentou informações que reiteram as dificuldades enfrentadas em Municípios de fronteira. As atividades da semana nacional vão até 29 de junho.

Na ocasião, o secretário relatou o agravamento das drogas, afirmando que o Estado deixou de ser apenas corredor do tráfico e tornou-se, também, um grande mercado consumidor. “Estamos pagando preço muito alto, mas temos algumas melhorias”, contou, se referindo, por exemplo, ao aumento no número de apreensões de entorpecentes. De acordo com a pasta, até o fim de maio, foram quase 140 toneladas de drogas apreendidas — um crescimento de 30% se comparado com o mesmo período de 2018.

Ainda durante o evento, Denise Souza e Silva, presidente do Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas (Cead) afirmou que a instituição trabalha para esclarecer questões relativas às internações involuntárias. Ela frisou que o prazo máximo é de 90 dias e que essas medidas “trazem novas esperanças e expectativas” no tratamento, promovendo inclusão das comunidades terapêuticas.

O encontro faz referência ao Dia Internacional de Combate às Drogas, com data de conscientização em 26 de junho, e reafirma a responsabilidade compartilhada entre governo e sociedade civil na prevenção às drogas.
Localizado na Região Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul possui 1.517 quilômetros de fronteira, dos quais 1.131 km com o Paraguai e 386 km com a Bolívia. Do total, 549 km são de fronteira seca, o que torna a região vulnerável ao crime transnacional. Dos 79 Municípios do MS, 45 são Municípios de fronteira.

Observatório do crack
Desde 2013, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) acompanha a realidade dos Municípios de fronteira sobre questões relacionadas a drogas. As 588 cidades apresentam situações com realidades específicas devido a suas localidades e à proximidade com países produtores de drogas. Para saber mais acesse os estudos no Observatório do crack.

Da Agência CNM de Notícias, com informações da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública do MS