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Pesquisa aponta panorama do uso Álcool entre os brasileiros

Terça, 09 de julho de 2019.

09072019 DrogasIlicitas alcoolSem causar problemas para a maioria da população e por ser parte da cultura do ser humano, a utilização de álcool se faz presente no cotidiano das pessoas. Porém, uma parcela dos indivíduos faz o uso dessa substância de forma prejudicial. Pensando neste fator e também com o objetivo de avaliar a evolução do consumo de álcool no Brasil e seu impacto na saúde, o Centro de Informação sobre Saúde e Álcool (CISA), lançou a publicação Álcool e a Saúde dos Brasileiros – Panorama 2019.

Especialistas acreditam que o consumo de álcool possa ser porta de entrada para outras drogas. Por esse motivo, o Observatório do Crack, desenvolvido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), acompanha de perto todos os temas relacionados ao uso e abuso de inúmeros psicoativos no Brasil e no mundo, além de auxiliar na divulgação de novos estudos e pesquisas que abordam o assunto.

Com este contexto, um levantamento deve reunir dados nacionais recentes sobre o uso do álcool no intuito de aproximar pesquisadores, governo, agentes políticos, educadores e sociedade civil, dentre outros.

Alguns dados chamam a atenção. Nas 27 cidades, 26 capitais mais o Distrito Federal, em 2017, a frequência do consumo abusivo de álcool no último mês foi de 19,1%, sendo maior para homens (27,1%) do que para mulheres (12,2%). Essa frequência tende a diminuir com a idade, a partir dos 35 anos, e a aumentar com a escolaridade.

A frequência apurada em 2017 é maior do que a verificada em 2010, de 18% - entre homens de 26,8%, e entre mulheres de 10,6%. Independentemente do sexo, a frequência do consumo abusivo foi maior entre os jovens, alcançando mais de 30% dos homens e mais de 10% das mulheres entre 18 e 44 anos de idade. A partir dos 45 anos de idade, o consumo abusivo declinou progressivamente até chegar a 9% entre os homens e 1,8% entre as mulheres na faixa etária de 65 anos ou mais. Para ambos os sexos, a frequência do consumo abusivo aumentou com a escolaridade do indivíduo.

O consumo entre jovens, com faixa etária entre 15 e 19 anos, é estimado em 26,8%. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), de 2015, mostram que a idade média do primeiro episódio de consumo de álcool é de 12,5 anos. A PeNSE 2015 também apontou que 55,5% dos escolares do 9º ano do ensino fundamental, de 13 a 15 anos, reportaram experimentação, sendo mais comum entre os alunos de escolas públicas (56,2%) que de escolas privadas (51,2%), e que 21,4% dos escolares já sofreram algum episódio de embriaguez na vida. Entre os Estados, o Rio Grande do Sul apresentou o maior índice de estudantes que já experimentaram bebida alcoólica: 68,0%. Amapá, o menor, com 43,8%.

Por ser um tema complexo, o envolvimento de universidades, profissionais de saúde, legisladores, escolas e órgãos públicos e privados, pode contribuir significativamente no desenvolvimento de ações de prevenção efetivas e também somar esforços para aumentar oferta de acolhimento e tratamento para pessoas que sofrem de transtornos decorrentes do uso de álcool.

Da Agência CNM de Notícias