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Observatório do Crack participa de mesa redonda sobre consumo de álcool e saúde mental

Quinta, 04 de junho de 2020.

Ag BrasilPor conta de sua atuação junto aos Entes municipais, por meio do Observatório do Crack, no sentido de mapear a realidade local do uso de drogas lícitas e ilícitas, dos impactos causados e de orientar os gestores para adoção de medidas, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) foi convidada a acompanhar a Mesa Redonda Covid-19, Consumo de Álcool e Saúde Mental. A consultora Mariana Boff Barreto representou a entidade na videoconferência, que destacou números e iniciativas de outros países.

Ocorrido em 2 de junho, o webinário reuniu diversos especialistas para debater a realidade atual frente à pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) e o consumo de álcool e outras drogas no período. No geral, os participantes apontaram possíveis modificações no perfil dos usuários durante o isolamento social – medida recomendada pelas autoridades de saúde para conter a proliferação do vírus.

No entanto, recentemente, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) também recomenda aumentar, urgentemente, o investimento em serviços de saúde mental. Mesmo sem dados oficiais e amplos, do início pra cá, pesquisas em andamento buscam mapear as realidade e levantar informações sobre uso e abuso de substâncias psicoativas. A OMS também recomendou a limitação da venda de bebidas alcoólicas durante a pandemia, com intuito de preservar a saúde e reduzir a exposição de vulneráveis à violência, inclusive a doméstica.

Durante a mesa redonda, a secretária Multidimensional da Organização dos Estados Americanos (OEA), dra. Farah Urrutia, sinalizou que uso abusivo de psicotrópicos nas Américas é preocupante. No Brasil, por exemplo, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) vincula do consumo de álcool ao aumento de casos de agravos em saúde mental. Já a assessora sênior sobre álcool e abuso de substâncias da Opas, Maristela Monteiro, apontou a disseminação de informações falsas à população, principalmente sobre o consumo de drogas para combater o vírus ou melhorar a imunidade.

Verdade
"O consumo de álcool não mata o vírus e nem reforça o sistema imunológico contra ele. Na verdade, é exatamente o contrário", alertou Maristela. Uma preocupação generalizada dos especialistas, reforçada durante o debate, foi sobre o aumento da venda e do consumo de álcool nos lares. Mesmo sem dados oficiais, inúmeros países já têm relatado crescimento nesse sentido. No Brasil, muitos psicólogos têm alertado também para o risco de esse aumento no consumo da bebida alcoólicas depois de passar o período de reclusão.

Para Mariana, do Observatório do Crack, o contexto da atual pandemia traz consigo uma nova realidade, sendo de extrema importância tomar medidas decisivas e assertivas para impedir a propagação do vírus, bem como divulgar informações sobre os fatores de risco, buscando contribuir com a saúde e a segurança de todos. Ela acredita que o trabalho de prevenção e de orientação podem ajudar na conscientização dos riscos e das consequências.

Por Raquel Montalvão
Da Agência CNM de Notícias