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Apreensão de drogas nas fronteiras do país aumenta durante a pandemia

Segunda, 15 de junho de 2020.

PRF

Mesmo com as fronteiras fechadas em razão da pandemia no novo coronavírus (Covid-19) e a recomendação de distanciamento social, o tráfico de drogas tem se intensificado. De acordo com levantamento do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), os Estados da Região Sul e o Mato Grosso do Sul, por onde passam boa parte dos produtos contrabandeados que ingressam no país, registraram aumentos expressivos.

A análise levou em conta a apreensão de maconha e de cigarros. Em ação integrada entre Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram apreendidas 28 toneladas de maconha - a maior apreensão da droga já feita no país. A carga, avaliada em R$ 30 milhões, saiu do Paraguai, entrou por Ponta Porã e seria levada para o interior de São Paulo.

Comparativos

Para se ter uma ideia, dados da PF de Campo Grande revelam que a média de apreensão de drogas neste ano é de 13 toneladas por mês, mais que o dobro da média de 2019 - seis toneladas mensais. No total, foram retidas 63,4 toneladas de maconha em 2020, enquanto nos doze meses de 2019 foram 79,8 toneladas.

Já no Rio Grande do Sul, comparativo realizado pela PRF do Estado demonstra aumento de 876,14% na apreensão de cigarros no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a abril, a PRF gaúcha apreendeu 3,29 milhões de maços de tabaco, contra 337,1 mil retidos no mesmo período do ano passado.

Em Foz do Iguaçu, o contrabando de cigarros aumentou 749% na comparação do primeiro quadrimestre de 2020 com o mesmo período de 2019. Segundo o delegado chefe da Polícia Federal Mozart Fuchs, nem o aumento significativo na cotação do dólar impediu a continuidade do tráfico, contrabando e descaminho na região.

Monitoramento

“Percebemos uma mudança no comportamento das pessoas que tentam ingressar com mercadorias ilícitas em território nacional. Diminuíram as apreensões nas pontes da Amizade (ligação com Paraguai) e Tancredo Neves (com a Argentina), todavia houve aumento significativo de apreensões no Rio Paraná e no Lago de Itaipu”, observou.

O Observatório do Crack da Confederação Nacional de Municípios (CNM) acompanha os trabalhos realizados pelas polícias do Brasil com o objetivo de atualizar e repassar informações aos gestores municipais. Assim, a entidade contribui para o desenvolvimento de políticas locais voltadas ao combate, ao enfrentamento e à prevenção às drogas.

Da Agência CNM de Notícias com informações do Idesf

Foto: PRF/Divulgação