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Sentença proferida por ministro do STF cita trecho de reportagem com dados do Observatório do Crack

Sexta, 04 de setembro de 2020.

1082117 jfcruz abr 28062017a81t8743Ao julgar habeas corpus de acusado por tráfico de drogas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, citou o Observatório do Crack da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Ele transcreveu na sentença parte de matéria publicada pelo portal Uol/Folha de São Paulo, em 2018, com o tema Crack causa problemas em 86% dos Municípios e leva violência ao interior do Brasil, que abordou dados de levantamento feito pela CNM.

O ministro sinaliza que o “crack causa dependência extremamente forte e produz efeito social devastador, facilmente observado nos grandes centros urbanos, que sofrem com a concentração de viciados em referida substância em determinadas regiões, gerando, além de insegurança para a população ao redor de tais conglomerações de viciados, a reiteração de pequenas práticas delitivas praticadas por tais pessoas no intento de sustentar o vício”.

Nesse contexto, a reportagem, com dados da CNM, ganhou destaque. "Em recente reportagem veiculada em meio de comunicação de credibilidade nacional, afirmou-se que pequenos Municípios do país começam a viver o processo chamado de interiorização do crack. A droga é distribuída a partir das capitais e causa uma série de impactos sociais em locais com menos recursos, como no presente caso. Prossegue a reportagem afirmando que o crack atinge pelo menos 86% dos Municípios brasileiros, de acordo com levantamento do Observatório do Crack, criado pela CNM”.

Gilmar Mendes também mencionou a parte da matéria que diz: “Segundo os dados da entidade, 4.813 dos 5.568 Municípios relataram ter registrado problemas ligados ao crack. Em mais de 20% deles, o nível de gravidade desses problemas é classificado como alto e reproduz fala da pesquisadora e consultora do Observatório do Crack, Mariana Boff Barreto, que afirma que o crack é uma droga de alto poder ofensivo e um combustível para vários tipos de violência e nessas cidades, cresceu muito o número de furtos, roubo, latrocínios, crimes também contra o próprio dependente, ou seja, vários tipos de violência correlacionada”.

 

Foto: EBC

Da Agência CNM de Notícias