Notícias

Número de apreensões de drogas cresceu 111% em um ano

Sexta, 02 de julho de 2021.

07062019 apreensao drogas Flavia Vilela Ag BrasilO número de apreensões de droga no Brasil teve aumento de 111% em comparação ao período que vai de junho de 2020 a junho deste ano. A informação é do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas, mais conhecido como Vigia, que este ano completou dois anos. A iniciativa tem como base ações estratégicas para o combate ao crime organizado e à repressão aos crimes transnacionais em todas as regiões de fronteira e divisas do país.

Segundo o Programa, ao todo, foram 673 toneladas de drogas apreendidas, sendo a principal a maconha. Além disso, o Vigia também efetuou a prisão de 270 embarcações, 3.220 veículos e de 6.012 pessoas em flagrante. A estimativa é de que foi evitado um prejuízo de R$250 milhões aos cofres públicos, e um prejuízo aos criminosos de mais de R$2 bilhões no período. Presente em 15 estados, o Vigia atua em três eixos: operações, capacitações e aquisições de equipamentos e sistemas.

O Observatório do Crack, da Confederação Nacional de Municípios (CNM), sabe que o contexto que envolve a questão das drogas é uma situação que se apresenta como mais um desafio para a gestão municipal. Por se tratar de um problema social que demanda ações integradas e intersetorialidades, a entidade trabalha com estudos que fazem um recorte nas áreas de fronteira do país e entende, após pesquisas, o quão vulneráveis são essas áreas, demandando, desta forma, um olhar mais próximo da atuação governamental.

Por isso, durante a comemoração da 23ª Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, ocorrida ao final do mês de junho, o Observatório do Crack participou e conferiu a assinatura de uma portaria interministerial para desburocratizar e agilizar o processo de venda de imóveis perdidos em favor da União decorrentes da prática de crimes.

De acordo com a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), os leilões de bens em geral oriundos do tráfico são transferidos para a aplicação em políticas públicas nos estados. São bens como carros, jóias e bebidas, que também contribuem com a descapitalização das organizações criminosas.


Da Agência CNM de Notícias