Notícias

Dependentes químicos deixam a área da cracolândia em São Paulo (SP)

Sexta, 08 de abril de 2022.

CRACOLANDIA EBCApós registrar crescimento de dependentes de drogas de 2020 para 2021, a região da Cracolândia, no bairro de Santa Efigênia em São Paulo (SP), não registra aglomeração de pessoas há alguns dias. No centro da cidade, a área registrava histórico e intenso tráfico de drogas. A média de frequentadores foi de quase 600 pessoas/dia até setembro de 2021, maior número desde 2019.

As explicações para a desconcentração dos dependentes químicos e pessoas em situação de rua são muitas, canais noticiosos sugerem desde ordens do crime organizado ao fortalecimento das ações de segurança pública. A prefeitura, que apresentou os dados do ano passado, acredita ser reflexo da repressão a comercialização de drogas e de ações conjuntas para urbanização da área.

Por impactar em diversos setores, além da saúde e segurança, as chamadas cracolândias não são exclusivas dos grandes centros urbanos. Segundo mapeamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), por meio do Observatório do Crack, Municípios de médio e pequeno porte também enfrentam problemas causados pela concentração de dependentes químicos em áreas públicas e pela venda e consumo de drogas.

“Não existe uma única solução para o problema, que envolve desafios nas áreas de segurança pública, da saúde e assistência social, assim como a própria questão da geração de trabalho e renda”, afirma o consultor da Confederação Eduardo Stranz. Segundo ele, os gestores locais precisam promover ações para essa e tantas outras situações complexas da atualidade.

85% das cidades
Dados do Observatório do crack da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontam que 85% das cidades têm problemas relacionados ao uso de crack e outras drogas. A pesquisa que levantou essa porcentagem não questionava especificamente sobre a questão das cenas de uso, mas como foi uma pesquisa declaratória, inúmeros gestores encarregados por responder ao questionário, declararam em campos abertos, que as cenas de uso existem em diversas localidades.

Desde 2011, o Observatório do Crack da CNM mapeia a presença de drogas não lícitas nos Municípios brasileiros, situação que ainda precisa ser vista de perto pelo governo federal. É necessário promover incentivos aos gestores locais para trabalharem com tais conjunturas. Também ações intersetoriais e multifacetadas para minimizar os problemas atrelados à questão, com a efetiva participação da União e dos Estados e a implementação de uma política que contemple todos os 5.568 Municípios.

Foto: Agência Brasil 
Da Agência CNM de Notícias, Band, Metrópoles, G1 e Estado de S. Paulo